No ventilador


Um velho ditado popular afirma que depois que jogamos um travesseiro de penas na frente de um ventilador dificilmente conseguiremos recolher todas as penas.

Esta deve ser a preocupação permanente daqueles que fazem a denúncia sobre fatos graves. Verificar se a “denúncia” a ser jogada ao vento tem procedência para que depois não se torne impossível desmentir o fato, cometendo-se desta forma injustiças permanentes.

É o que ocorreu com a denúncia constante da página 10 de Zero Hora de hoje. Com o título “Os tentáculos de Youssef no Estado” ZH traça um profundo diagnóstico das ações dos responsáveis pelo desvio de dinheiro público, envolvidos com a Operação Lava-jato, no Rio Grande do Sul. Mas, para os que se debruçam com atenção na leitura da matéria percebem que “Na lista com 747 obras relacionadas pelo doleiro, há 17 contratos no Estado. A coluna valor anotado pode indicar a propina ambicionada” alerta ZH.

Ao fazer referência ao DMAE, a lista enumera a grande obra do emissário Ponta da Cadeia cuja obra teria sido “executada” pela empresa DELTA. Não me cabe questionar o fato de que esta anotação faça parte da planilha apreendida pela Polícia Federal no escritório do doleiro Alberto Youssef. Importa afirmar que em relação ao grande projeto do PISA – Programa Integrado Socioambiental foram assinados 24 contratos para a sua execução e que em nenhum deles a DELTA participou. Ou seja, a empresa relacionada na lista de Youssef (DELTA) em momento algum participou da grande obra do PISA.

Este esclarecimento se torna importante para retirar qualquer suspeição de que os criminosos envolvidos com a operação Lava-jato tiveram qualquer relação com a obra que está revolucionando o tratamento do esgoto cloacal de Porto Alegre.

Fonte: fortunati.com.br

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